Presídio de Minas humaniza carceragem e permite que mãe fique com seu filho 29 29UTC novembro 29UTC 2009
Posted by galfarion in Notícia.trackback
Aline Martins
Édison Trombeta
Elis Mungo
Geisiane Gazola
Quase todas as detentas grávidas sonham com o dia em que elas vão poder passar pelo menos o primeiro ano de vida da criança acompanhando seu crescimento. Isso já é realidade em um presídio em Minas Gerais, que acolhe todas as mães que são presas e seus filhos até completarem esta idade. Uma reportagem sobre o local foi divulgada no site UOL.
Lá, as detentas e seus bebês têm cuidados com a saúde através de médicos, dentistas, psicólogos e, inclusive, as agentes penitenciárias são todas formadas em enfermagem. Atualmente, o lugar, que tem capacidade para 35 pessoas, abriga 44 mulheres e seus filhos, entre muros cor-de-rosa e cercas de arame farpado.
A psicóloga Aline Cristina Souza afirma que este presídio é um exemplo para todo o país pois, apesar de as mães terem agido contra a lei, os bebês não podem pagar pelo crime. “A criança que cresce perto da mãe, sendo amamentada por ela, tem outro rendimento, bem melhor do que aquela que quase não tem contato e vive em um ambiente fora dos padrões”, diz.
Embora seja uma atitude mais do que louvável, praticamente indispensável, o lugar mostra, mais uma vez, os elevados custos com a carceragem no Brasil. Uma mãe inocente pode não ter a mesma oportunidade por não poder sustentar o próprio filho e, por isso, o deixa com um parente com mais condições. Ainda assim, o trabalho psicológico nas mães do presídio deve ser intenso, já que depois de um ano ao lado do bebê, a separação é inevitável. E isso, apesar do longo tempo de felicidade da família ali presente, é um abalo muito grande para ambos.

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